Pedagogia do Oprimido
“Aos esfarrapados do mundo e aos que neles se descobrem e, assim descobrindo – se, com eles sofrem, mas sobretudo, com eles lutam”.
Freire
O livro Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire faz ênfase à classe menos favorecida da sociedade. Através de seus escritos o mesmo faz uma critica ao sofrimento e a luta de um povo. Destaca a opressão que existe na sociedade e na educação, enfatizando a opressão como um problema social aceito, e que nada se faz para mudar tal situação.
Freire justifica ainda que a falta de conscientização é o fator que leva tal problematizacao e que é necessário que os menos favorecidos tenham atitude de sair da condição em que se encontram, tornando assim autônomos. O autor critica ainda a educação bancária onde os educandos arquivam os conteúdos, deixando de ser pessoas criticas e criativas e conseqüentemente tornando cidadãos passivos e que aceitam a vontade dos opressores.
Paulo Freire destaca ainda a relação do educando com o educador, e relata o poder que o companheirismo tem em desenvolver um pensar autêntico nos alunos, quebrando assim as opressões da educação bancária. Em busca de libertação, o autor nos mostra um tipo de educação baseada no diálogo e na troca de experiências; esta educação é chamada de problematizadora onde o homem é um ser inacabado e que faz parte do processo histórico.
Sendo assim Freire destaca a importância da busca do “saber mais”, porem sempre compartilhando os conhecimentos, e buscando constantemente mudanças para a sociedade e lutando pela libertação.
Para mim o exílio foi profundamente pedagógico. Quando exilado, tomei distâcia do Brasil, comecei a compreendê-lo melhor. Foi exatamente ficando longe dele, preocupado com ele, que me perguntei sobre ele. E, ao me perguntar sobre ele, me perguntei sobre o que fizeram com os outros brasileiros, milhares de brasileiros da geração nova e da minha geração. Foi tomando distancia do que fiz, ao assumir o contexto provisório, que pude melhor compreender o que fiz e pude melhor me preparar parar para continuar fazendo algo fora do meu contexto e também para me preparar para uma eventual volta ao Brasil.
Freire
Pedagogia da Esperança
Quando o homem compreende sua realidade, pode levantar hipóteses sobre o desafio dessa realidade e procurar soluções. Assim, pode transformá-la e seu trabalho pode criar um mundo próprio, seu eu e suas circunstâncias. Freire
Pedagogia da Esperança de Paulo Freire é um encontro com Pedagogia do Oprimido, onde o autor defende a prática progressista e a busca pela mudança. Freire em seu discurso altamente esperançoso mostra que educando com consciência e esperança formaremos cidadãos críticos e que com atitude. Defende uma pedagogia baseada na busca, onde o educando ira descobrir através de suas indagações e dúvidas.
Conhecendo e atuando sobre o mundo que vive e não apenas passando por ele sem fazer diferença alguma. O autor enfatiza a necessidade do educador em passar esperança aos seus alunos, pois no meio escolar estão formando futuros cidadãos que vão compor a sociedade. Freire retoma algumas idéias da Pedagogia do Oprimido e faz serias criticas a década de 70 e a opressão que vivia a sociedade.
“Minha fala (...) estava acrescida de um significado que antes não tinha. Era, no momento (...) em que a comunhão não era apenas a de homens e mulheres e de deuses e ancestrais, mas também a comunhão com diferentes expressões de vida. O universo da comunhão abrangia as arvores, os bichos, os pássaros, a terra mesma, os rios, os mares. A vida em plenitude.” (Pedagogia da Esperança, 1992)
Sendo assim pedagogia da Esperança é um “grito” de Paulo Freire, onde o mesmo nos leva a refletir sobre o ato de ter esperança e acreditar que a mudança é possível é que só depende da nossa atitude.
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