“[...] não é possível saber o que fazer sem saber o como fazer.”
(Libâneo, 2001, p. 3)
Baseado em uma história verídica, o filme “Meu mestre minha vida” dirigido por John G. Avildsen, abre um leque de discussões a cerca da postura do perfil docente frente a uma sociedade norteada por fortes influências. Percebendo-se que a prática escolar vai além do conhecimento de “ministrar aulas”,ou seja, exigi-se dos profissionais que atuam na área educacional (professores, gestores, coordenadores pedagógicos, orientadores educacionais) um conhecimento sobre a forma como compor a organização de tal instituição, ou seja, a gestão escolar, a qual se alicerça em um exercício pleno de cidadania e de democracia; com uma “educação para todos” sendo esse um dever do Estado, alicerçados em princípios como os que estão dispostos no Art. 205 da Constituição Federal de 1988.
Partindo dessa idéia, entende-se que:
A organização escolar é o conjunto de disposições, fatores e meios de ação que regulam a obra da educação ou um aspecto ou grau da mesma. Esses meios ou fatores são de duas classes: administrativos e pedagógicos (Aguayo in Santos, 1996 apud Libâneo, 2001, p. 77)
Tais assuntos norteiam o cenário educacional, e a integração desses fatores auxiliam o desenvolvimento escolar, consequentemente visam melhorar o ensino e a educação.
A escola, considerada como uma unidade social está intimamente vinculada a leis que se convergem na busca de garantir a execução dos objetivos do ensino, normatizando o seu funcionamento e sendo responsável pela persuasão de tais políticas. Libâneo (2001, p.78) argumenta que “Para que as organizações funcionem e, assim, realizem seus objetivos, requer-se a tomada de decisões e a direção e controle dessas decisões.” É por isso que as instituições também contam com a atuação dos “Conselhos” (CNE, CEE, CME), onde há a participação de várias pessoas (profissionais e usuários, desse setor) na tomada de decisões, no planejamento do projeto pedagógico curricular.
É em meio a essa sistematização que se dá desde a área federativa, se estendendo as estaduais até as unidades municipais, que se percebe como a escola ocupa um papel como aparelho ideológico do Estado, que está “sujeita” a submissão estatal, e a “perda de autonomia” por fins sóciopolítico-econômicos.
O âmbito educacional deve propiciar o bem-estar aos agentes educacionais ( alunos, professores, grupo gestor, funcionários e a comunidade) para que através da vivência cotidiana e as relações inter-pessoais estabeleça melhores condições para se propagar o ensino.Parafraseando César Coll ( Psicologia e Currículo 1987); tão importante quanto o que se ensina e se aprende é como se ensina e como se aprende. Deve-se quebrar o paradigma que a escola é um local onde só se transmite conteúdo, e fixar que a instituição educacional é “inteiramente” responsável em formar o indivíduo “sócio-cognitivamente correto”, ou seja, que saiba assumir a postura crítica perante a sociedade não se tornando escravo da ideologia de outrem.
Para melhor ajustar as práticas educativas o docente deve possuir uma metodologia compatível as realidade dos educandos, de maneira que desperte em tais a vontade de aprender, de forma descontraída, como apresenta o lúdico, e que assim rompa com o estilo impositivo visivelmente encontrado no ensino cartesiano.
A maneira de conduzir o conhecimento formal é bastante abrangente e encantador, pois através de diversas formas, o aluno entra em uma prazerosa viagem. Parafraseando Rubem Alves (2008) o professor se assemelha ao cozinheiro onde é responsável em despertar a fome; a fome do conhecimento. Conhecer o universo que insere o aluno é muito importante para a própria formação de tal. O professor tem a função de mostrar existe mais de um caminho a ser seguido, e através da autonomia-critica que despertou no educando durante a sua carreira escolar, deixar que tais galguem suas próprias escolhas.
O professor deve se alicerçar em planejamentos sólidos seguidos devidamente a risca, para que ministre suas aulas de forma organizada, não causando aos alunos uma disperssão, trabalhando com prazer, dedicação, para que deixar resplandecer o fascínio que se adquire em participar do processo de ensino-aprendizagem. Saber reconhecer as dificuldades que os alunos possuem é o foco para se conseguir um ensino de qualidade, buscando novos métodos e técnicas para a “emancipação cognitiva” do educando.
Vivenciamos um sério problema no que diz respeito a formação de docentes, o fato de possuir um diploma em mãos é um fator relativo, pois inúmeros educadores não estão preparados e em várias ocasiões participam do quadro de profissionais mas que cometem erros gritantes que rondam o meio das pessoas não diplomadas.O A educação formal é um círculo vicioso. Quando não se tem professores qualificados, consequentemente haverá alunos despreparados, profissionais desqualificados.
Os laços que ligam à educação devem ser preservados, pois com a ausência desta não há futuro, sendo quem liberta da alienação imposta por variáveis ideologias. A educação liberta e torna os cidadãos mais consciente e responsável prontos para exercer o exercício pleno da cidadania.
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